Governo concede incentivos para importação e produção de dispositivos médicos e equipamento de protecção individual

Governo concede incentivos para importação e produção de dispositivos médicos e equipamento de protecção individual

O Governo anunciou ontem (27/04) a criação de um conjunto de incentivos para a importação e produção de dispositivos médicos e equipamentos de protecção individual, para prevenção do contágio do novo coronavírus sars-cov-2.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia revelou hoje este “regime excepcional” à imprensa, indicando que o diploma vai isentar de direitos aduaneiros e do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) na importação de bens como máscaras cirúrgicas, semi-máscaras de protecção respiratória, máscaras com viseira integrada e máscaras produzidas no País.

Como forma de facilitar o acesso a todos os cidadãos a estes “bens fundamentais” para protecção deste vírus, o Governo incluiu na lista das necessidades as matérias-primas, os dispositivos médicos, o equipamento médico hospitalar, incluindo ventiladores e vestuários, instrumento de diagnósticos, bem como ferramentas para a recolha e processamentos de dados.

Olavo Correia adiantou que esta proposta de lei já foi submetida à Assembleia Nacional para a sua aprovação e contempla ainda empresas autorizadas, álcool etílico e gel, desinfectante cutâneo de base alcoólica.

O governante disse que a importação de matérias-primas para protecção dos equipamentos de protecção individual e na importação de embalagens serão, igualmente, contempladas.

O diploma, explicou, isenta da taxa ecológica e ICE os bens e materiais sujeitos a estes tributos e implica a isenção de IVAS aos cidadãos junto das farmácias e instituições certificadas, por ser uma medida excepcional e contemporânea, determinante para redução de custos do acesso aos bens e dispositivos necessários para enfrentar a pandemia com menos riscos.

Entende o Governo que, para além do conjunto de medidas já adoptadas e destinadas às empresas e à protecção de rendimento, torna-se fundamental que com a retoma da vida social programada, faseada, alternada e parcial, não só garante o acesso à liquidez ao financiamento, como identifica um conjunto de outras medidas extemporâneas de incentivos estatais para a produção dos produtos necessários para dar resposta à pandemia.

Esta proposta, que vai ser apresenta já esta terça-feira na casa parlamentar, obriga que as empresas autorizadas na produção dos equipamentos de protecção individual e dispositivos médicos apresentem uma lista de materiais, isto é, matérias-primas a serem importadas para a sua produção.

O tecto para a produção, segundo a presidente do Centro de Estudos Fiscais, Maria da Luz Brito, que também participou nesta conferência de imprensa, será definido pelas próprias empresas, consoante as suas capacidades de respostas de importação, desde que a segurança e a qualidade sejam mantidas em conformidade com os regulamentos.

 

Fonte: Inforpress -  https://www.inforpress.cv/covid-19-governo-concede-incentivos-para-importacao-e-producao-de-dispositivos-medicos-e-equipamento-de-proteccao-individual/

FMI aprova desembolso de 32.3 milhões de dólares para ajudar CV a combater efeitos da Covid-19

FMI aprova desembolso de 32.3 milhões de dólares para ajudar CV a combater efeitos da Covid-19

O Fundo Monetário Internacional aprovou ontem o desembolso de 32.3 milhões de dólares – e não euros como dito anteriormente – para ajudar Cabo Verde a combater os efeitos na economia e na sociedade da pandemia Covid-19. Esse financiamento, disponibilizado no âmbito do Rapid Credit Facility – modelo de assistência financeira concessional com taxa de juro de zero por cento – vai reforçar o investimento no setor da saúde para poder enfrentar os efeitos devastadores da doença e aumentar a capacidade de resposta.

Esse reforço, conforme o Executivo, vai possibilitar o aumento da cobertura da saúde para todos e a todas as regiões do arquipélago e com mais qualidade. Parte do montante, acrescenta o poder central, será canalizada para as medidas que visam proteger o rendimento das famílias mais carentes.

“De referir que, durante os trabalhos de preparação deste importante financiamento com as autoridades cabo-verdianas – particularmente o Ministério das Finanças e o Banco de Cabo Verde -, o Fundo Monetário tem confirmado o desempenho da economia cabo-verdiana como sendo exemplar”, afirma o Governo. No entanto, acrescenta a informação enviada à imprensa, o impacto do surto da pandemia de Covid-19 na economia global e nos fluxos de turismo tem afetado gravemente a economia cabo-verdiana, o que exige medidas de política e o apoio coordenado dos parceiros de desenvolvimento do país. 

O Palácio da Várzea enfatiza que a recessão económica mundial em curso, em decorrência da pandemia, resulta da simultaneidade de choques de oferta e demanda, o que torna a situação actual excepcional, com consequências imprevisíveis na renda de uma boa parte das famílias e da população, assim como da rentabilidade das empresas. Este quadro, prossegue, pode provocar perda de empregos a nível nacional.

 

Fonte: Mindel Inside - https://www.mindelinsite.com/economia/fmi-aprova-desembolso-de-32-3-milhoes-de-euros-para-ajudar-cv-a-combater-efeitos-da-covid-19/

Trabalhadores com contrato suspenso começam receber a partir de 24 de abril, segundo INPS

Trabalhadores com contrato suspenso começam receber a partir de 24 de abril, segundo INPS

Os trabalhadores com contrato de trabalho suspensos, no âmbito das medidas excepcionais de protecção social para fazer face à pandemia da covid-19, começam a receber a parte dos salários pagos pelo INPS a partir de sexta-feira, 24.

A informação foi avançada hoje pela presidente do Conselho de Administração, Orlanda Ferreira, que adiantou que o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) tem neste momento em mãos  pedidos de 420 empresas, abrangendo cerca de 8.800 trabalhadores.

“Estamos em fase de análise e de apreciação de todos os pedidos, e estamos confiantes, apesar de todas as limitações que nós temos em termos  de situação de contingência com o numero de trabalhadores muito reduzido, e vamos fazer todo um esforço para iniciar os pagamentos a partir do dia 24 de Abril”, disse em entrevista à Radio de Cabo Verde.

Orlando Ferreira explicou que no quadro das medidas definidas pelo Governo, a nível da protecção social, a entidade empregadora tem duas  opções, sendo uma  de suspensão do contrato de trabalho do todo ou da parte dos trabalhadores, ou ainda o pedido de isenção do pagamento  das contribuições, caso tenha redução na sua facturação.

Em caso de suspensão dos contratos de trabalho, os  trabalhadores tem direito a 70 por cento (% ) do salário base, que devem ser  pagos pelo INPS e pela entidade  empregadora em partes iguais, isto é 35% cada.

“Temos uma percentagem de empresas que solicitaram a suspensão de  uma parte dos trabalhadores. As empresas que estão mais ligadas ao  sector do turismo solicitam a suspensão para todos  de trabalhadores”, indicou a responsável, assegurando que os processos que estiverem completos e que reunirem os  requisitos  exigidos, os trabalhadores vão poder receber a partir do dia 24 de abril.

Orlanda Ferreira assegurou  que desde que as empresas estejam  em situação contributiva regular e que os trabalhadores estejam inscritos  no INPS, o instituto assumirá as suas responsabilidades de pagar os 35% do valor da remuneração de referência do trabalhador.

No que se refere aos  trabalhadores de empresas se enquadram no Regime de Micro e Pequenas Empresas (REMPE)  e que recebem até 20 mil escudos, estes, indicou, têm  direito ao rendimento solidário de 10 mil escudos

A presidente do conselho de administração do INPS adiantou que até este momento já foram pagos cerca de 2.300 rendimentos solidários, estando em fase de processamento  cerca de 1.570 cujos trabalhadores devem receber ainda esta semana.

Orlando Ferreira admitiu que neste particular houve  “algum atraso” nos pagamentos devido a falta do número de identificação bancária desses beneficiário.

Contudo, indicou que  das negociações realizadas com dois bancos  da praça, o INPS já está na posse desses números de identificação bancária, estando o pagamento desses rendimentos em fase de processamento.

De acordo com a previsão do Governo cerca de 30 mil trabalhadores do REMPE e do sector informal devem ser beneficiados com o rendimento solidário.

Destes, cerca de 14 mil estão inscritas no INPS.

 

Fonte: Inforpress: https://noticias.sapo.cv/economia/artigos/covid-19-trabalhadores-com-contrato-suspenso-comecam-receber-a-partir-de-24-de-abril-segundo-inps

RTC: http://www.tcv.cv/index.php?paginas=47&id_cod=90215

Projecções apontam que economia cabo-verdiana terá um impacto negativo de 4%

Projecções apontam que economia cabo-verdiana terá um impacto negativo de 4%

O ministro de Estado assegurou hoje (14/04) que os efeitos da pandemia da covid-19 “são visíveis” e serão muito fortes na economia cabo-verdiana sendo que as previsões apontam para um crescimento negativo de 4%.

A constatação foi feita por Fernando Elísio Freire, esta manhã na Praia, depois da reunião entre o Governo e as instituições sociais visando a avaliação da aplicação das medidas de protecção social, sobretudo no sector informal, implementadas pelo Governo no âmbito da luta contra o novo coronavírus.

“Os efeitos desta pandemia sobre a nossa economia do são visíveis e serão muito fortes. Cabo Verde irá ter, nossos próximos, tempos um crescimento muito abaixo daquilo que estamos habituados, as previsões apontam para um crescimento de negativo de 4%, haverá, seguramente, menos produção e o país terá consequência dessa pandemia”, referiu.

Entretanto, o ministro de Estado, dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros e ministro do Desporto, assegurou que é nesse quadro que o executivo está a agir tanto no sector formal como no informal.

Por outro lado, disse que o Governo é a favor da prorrogação do estado de emergência para consolidar os ganhos, mas também cumprir rigorosamente com as medidas das autoridades sanitárias, Protecção Civil e Polícia Nacional para que o país possa ganhar essa guerra contra o vírus.

Questionado sobre os 25 estados mais pobres, que viram as suas dívidas perdoadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para facilitar a resposta ao impacto da pandemia, e na qual Cabo Verde não faz parte, Fernando Elísio Freire lembrou que o nível de crescimento económico, do PIB ‘per capita’ e de acesso a bens básicos do arquipélago é muito melhor do dos países contemplados.

“Neste momento, com esta pandemia o choque sobre as economias é tão grande e a solução terá de ser global com o envolvimento de todos os países e Cabo Verde quer estar numa situação em que pela sua acção a nível sanitário, pela confiança transmitida, que somos capazes de fazer bem e queremos estar numa posição pós-pandemia que nos permita voltar de modo a crescer reerguer e dar esperança a todos os cabo-verdianos”, referiu.

O FMI anunciou na segunda-feira o perdão do serviço da dívida a 25 dos estados mais pobres, incluindo Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, para lhes aliviar a dívida e facilitar a resposta ao impacto da pandemia. Cabo Verde não está incluído, uma vez que o país não tem dívidas para com o Fundo nem se enquadra nos Estados considerados “mais pobres”.

 

Fonte: TCV - http://www.tcv.cv/index.php?paginas=47&id_cod=90089

Inforpres  - https://www.inforpress.cv/covid-19-projeccoes-apontam-que-economia-cabo-verdiana-tera-um-impacto-negativo-de-4-ministro/

 

 PM pede atenção especial às MPE recentemente criadas

PM pede atenção especial às MPE recentemente criadas

Cidade da Praia, 08 Abr (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, pediu hoje uma atenção especial, às micro e pequenas empresas (MPE) recentemente criadas como resultado do ecossistema de financiamento, salientando que é necessário “não deixar essas empresas morrerem”.

“Temos vários pequenos negócios, startups, que são as empresas que beneficiaram das linhas de créditos normais que foram contratualizadas e que devemos acautelar. Não deixá-las morrer. Muitos desses negócios têm por de traz jovens que apostaram, criaram emprego para si próprio e para os outros. Portanto, é termos uma atenção especial para esse nicho”, disse.

Ulisses Correia e Silva, que falava durante um encontro com os representantes dos bancos comerciais e as seguradoras, na cidade da Praia, frisou que essas pequenas empresas têm pouco tempo de vida e, de repente, estão expostas à crise provocada pela pandemia da covid-19.

“Essa crise acaba por atingir a todos, particularmente esses que são ainda muito frágeis e, por isso, chamamos uma atenção especial a essa situação”, acrescentou.

Durante o encontro Ulisses Correia e Silva pediu celeridade na implementação das medidas excepcionais tomadas para proteger as empresas, o emprego e garantir rendimento às famílias.

Como forma de ajudar  as empresas a fazer face às dificuldades decorrentes da crise provocada pela pandemia, o Governo tomou várias medidas para garantir liquidez e tesouraria às empresas, nomeadamente a criação de quatro linhas de crédito cuja taxa de juro máxima não deve ultrapassar os 3%, e concedeu moratórias, ou seja, a suspensão no pagamento dos créditos bancários até 30 de Setembro.

Direccionada para as micro empresas foi criada uma linha de crédito com o montante total de 300 mil contos que poderá ser reforçado em caso de necessidade. A orientação é para a atribuição do montante máximo de 1.500 contos, com 100% de garantia do Estado.

Foi ainda criada uma outra linha de crédito de um milhão contos para as pequenas e médias empresas em todos os sectores da actividade com garantia até 100%, dependendo da análise caso a caso.

Cabo Verde  registou até este momento sete casos confirmados da Covid-19  e uma morte. Os casos foram registados nas ilhas da Boa Vista, cidade da Praia, ilha de Santiago e em São Vicente.

O país está desde o dia 29 de Março em estado de emergência, decretado pelo Presidente da República, por um período de 20 dias, como forma de reduzir a disseminação do vírus.

A situação levou a diversas restrições, designadamente o impedimento de realização de viagens inter-ilhas e internacionais e o encerramento de diversas instituições públicas e empresas públicas e privadas que prestam serviços e comercializam bens e produtos que não são de primeira necessidade.

A pandemia do novo coronavírus que provoca a covid-19 arrancou na China em Dezembro e já provocou mais de 1,3 milhões de infectados e mais de 90 mil mortes em todo mundo.

MJB/CP

Fonte: Inforpress - https://www.inforpress.cv/covid-19-linhas-de-credito-pm-pede-atencao-especial-as-mpe-recentemente-criadas/